22 a 26 Setembro
Sexta 22
Depois de mais um dia normal no escritório, chegámos todos ao fim do dia com ar de mortos.
O único evento digno de registo do dia foi a adjudicação das 7 semanas de adicional, que prolonga o projecto – aparentemente de forma final – até 17 de Novembro, o que significa que tenho mais um mês aqui.
Depois de tanta emoção decidimos experimentar algo de novo: fomos ao Chez Wou, um dos restaurantes chineses da ilha. E, surpreendentemente, não foi nada mau. A comida era boa e havia algumas curiosas receitas de fusão afro-chinesa, como os crepes de legumes com pasta de ginguba. Uma boa surpresa.
Depois da comida, olhámos uns para os outros e decidimos que ainda não seria esta noite que íamos matar saudades do Palos
23 e 24 Setembro
Acordámos cedo e fomos ter com o Ricardo e a Catarina. O plano era ir de carro até ao Mussulo e isso requeria que a partida fosse cedo. Assim fizemos.
Apesar de habitualmente ser referido como uma ilha, o Mussulo é na realidade uma península, já que está ligado a terra por uma estreita língua de areia, cerca de 50km a sul de Luanda.
Assim, deixei a Rav4 na casa e fomos no Patrol GR a caminho do sul. Quando chegámos à saída para o Mussulo, junto às Palmeirinhas, confirmamos com uns locais que aquele era o caminho certo e arrancamos. Os primeiros quilómetros são de terra batida e fazem-se sem dificuldade; a dada altura aproximamo-nos do areal que será o resto do caminho, saímos, baixamos a pressão dos pneus até ter a ‘barriguinha’ adequada e essencial para garantir tracção em areia tão mole – especialmente porque nem existe propriamente uma estrada – e avançamos. A paisagem é deslumbrante especialmente nas zonas em que a língua de areia não tem muito mais que 50m de largura e andamos com o mar bravo da contra-costa de um lado e o mar chão da baía do outro.
Finalmente, vários kilómetros depois, chegamos ao Complexo da Zanga, que a Marta já nos tinha recomendado e vamos finalmente ao encontro do resto da malta que tinha ido de barco. Eles já estavam na praia e terão demorado muito menos que nós a chegar, mas aposto que não tiveram nem metade da diversão.
O complexo em si é muito bonito, a praia é bastante boa, mas a comida… esqueçam.
Regressámos quando o sol começou a descer e tivemos uma excelente viagem acompanhados do por-do-sol.
À noite, era suposto termos um churrasco em casa da Ana. E digo ‘era suposto’ porque nos deitámos em cima da cama às oito da noite e acordámos às nove da manhã de domingo, vestidos e tudo.
Fomos de novo ter com o Ricardo e a Catarina e partimos para o mercado de Benfica. Foi uma ideia gira, mas acabámos por nem comprar nada. Voltámos para Luanda e fomos apanhar sol à Ilha.
Por fim, acabámos o dia a tentar controlar o stress de Domingo à tarde com uma sessão de home-cinema. Vimos o ‘La mala educación’ do Almodôvar. Não é o mesmo que ir ao cinema ao domingo à tarde, mas serviu bem.
26 Setembro
São 7.30 e estou à mais de uma hora no aeroporto à espera do avião de regresso a Lisboa. Não vou estar muito tempo em casa… duas semanas e meia e volto para a recta final do projecto, que deverão ser 35 dias seguidos.
Até já.